Follow by Email

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Blogagem Coletiva - Teia Ambiental - Esterilização cirúrgica de cães e gatos


Participe também, veja nos blogs http://www.nacozinha.com/ e http://www.publicarparapartilhar.blogspot.com/

Como a cirurgia de esterilização de nosso cão e gato poderia contribuir para o meio ambiente? A pergunta é intrigante mas fácil de responder: diminuindo e controlando a quantidade de cães e gatos soltos e abandonados pelas cidades. Todos já vimos filhotes jogados em praças, em cemitérios, em escolas, nas ruas, por todos os lugares. E muitas vezes ainda mamando, recém nascidos, junto com suas mães.
Cães e gatos adultos perambulando pelas ruas, no sol e na chuva, sem ter onde dormir,  causando acidentes nas vias públicas, sofrendo maus tratos como chutes, queimaduras. Um horror! 
Foto Google. Castração em Jundiaí - SP

Além disso, os cães e gatos abandonados, podem por em risco os pássaros (e ninhos)  e aves de parques e áreas verdes, pequenos roedores e mamíferos, colocando a fauna do local em perigo,  pois estão sem controle, sem comida, sem vacinas e, como sabemos, animais domesticos SÃO DEPENDENTES do homem para viver.

Trabalhei por 5 anos no Programa Saúde do Animal no Controle de Zoonoses de São Paulo que tinha o objetivo de  administrar os contratos de parcerias, efetuados para controle de população humanitário das populações caninas e felinas. O trabalho consistia em mutirões efetuados em escolas onde a comunidade do entorno cadastrava seus animais. No dia da cirurgia o proprietário trazia o cão ou gato devidamente em jejum, tomado banho (uns três dias antes). O local era escolhido com bastante critério. Durante o pós operatório o proprietário podia ver seu animal  se recuperando e com isso, e as instruções que levava para casa, nos passávamos a mensagem de compaixão, de interesse pelo outro, de cuidados e manejo uma vez que os cuidados, principalmente das fêmeas duravam ainda uns 4 ou 5 dias. 

Aprendi muito, e ensinei muito,  principalmente sobre ambiente. Hoje sei que ao chegarmos numa comunidade (favela) dessa megalópole, encontramos muitos problemas sociais, dentre eles, a carência de tudo. Pessoas sofrem junto com seus animais de estimação. Lembro-me dos incêndios em favelas onde as pessoas corriam para apanhar documentos, soltar os animais e salvar a própria vida! Nunca estive num rescaldo de favela incendiada, mas acredito que correria chorando e tentaria salvar todos. 
Simbolo da campnha da Prefeitura de São Paulo

Tudo isso traz em seu bojo, as dificuldades financeiras, a exclusão do sociedade, a vergonha de frequentar uma clínica veterinária e, claro a falta de dinheiro e de instrução. 
Ao efetuarmos o trabalho em conjunto com nossas parceiras, as Organizações não Governamentais  conseguimos muito: trabalhamos paradigmas de esterilização e controle de natalidade humanitários,  de pessoas e animais, trabalhamos a inclusão do individuo como participante ativo do processo de cuidados consigo mesmo, e colocamos o questionamento sobre o machismo em suas cabeças, pois era um tabu castrar um cão ou gato macho, também por parte das mulheres. Tudo a partir  das informações sobre cuidados no pós operatório, e cuidados com o manejo do animal recém operado. A população em geral tem a ideia que os animais "se viram", tem juízo de valores, ou valores iguais ao seres humanos e com isso, ao se depararem com uma situação única como essa, descobrem que outros seres necessitam de cuidados, sente dores, ficam amuadinhos precisando de uma comida diferente para reagirem etc. 
Foto Google imagens

A nossa presença trazia também, informações diversas sobre como lidar com outros animais não tão queridos como os domésticos, os sinantrópicos (pombos, morcegos, etc). Naquela época, ainda pioneiros na castração em massa de cães e gatos, fizemos uma revolução na cabeça das pessoas que nos cercavam, com sede de informações. Foram muitas aulas de ciencias, de meio ambiente, de respeito a todas as formas de vida e, prinicpalmente orientação em profusão da população carente.  Mas há muito o que fazer ainda e atualmente, os serviços continuam sem mim, mas a todo vapor. O programa triplicou , e castra massivamente, principalmente nessas comunidades. E há também, palestras, filmes, esclarecimento de dúvidas com relação ao funcionamento da Prefeitura e outros assuntos.

As escolas participam anualmente do programa Para Viver de Bem com os Bichos. Nada de se desesperar e sair matando ratos, pombos e outros animais nada queridos por nós. Tudo tem um preço junto ao ambiente. A descarga sem controle de venenos,  o matar por matar,  sem saber o que fazemos mata também os rios, prejudica a terra e faz miséria por ai. 
Entender o ambiente em que vivemos nessa grande cidade é um desafio necessário e fundamental para as próximas gerações. 

O que mais gostei nisso tudo? Descobri que sei ensinar, descobri que às vezes somos responsáveis pela exclusão das pessoas, indiretamente, inconscientemente. Descobri que as pessoas têm uma capacidade infinita de aprender e mudar as coisas sempre para melhor e para o bem! E que, a qualidade dos serviços, ou seja,  o tratamento veterinário dispendido aos animais (que talvez nunca cheguem a uma clinica veterinária), era a prioridade maior de todo esse sistema.

13 comentários:

Calu disse...

Apoiadíssimo, Elaine.Cada etapa de tua narrativa constata fatos comuns e indesejáveis no cotidiano das grandes cidades.A partir de um ambiente saudável prevenimos as pandemias em locais de grande aglomeração.O trabalho do departamento de zoonoses é de vital importância para o respeito à vida dos animais e dos seres humanos.
Excelente abordagem. Palmas p/ vc!
Bjos,
Calu

Te disse...

É uma grande iniciativa essa, espero que continuem sempre com o bom trabalho.

A minha gatinha também foi logo esterlizada.

Beijinho.

Orvalho do Céu disse...

Querida
Sim... somos responsáveis pela exclusão das pessoas... o tempo todo quase... pensamos ainda muito em nós mesmos...
Bjm de paz e ótimo fim de semana e amor aos bichinhos indefesos.

soninha disse...

Concordo que haja a necessidade da castração, em algumas circunstâncias, mas em outras o que falta mesmo é o respeito do ser humano pelo animal que pega para criar e depois joga fora como se fosse um objeto descartável.
E como acontece!
Daí considerar a necessidade paralela de educar o ser humano em relação aos animais que têm os seus direitos, inclusive à vida e à procriação.
Abçs e muita paz.

Flora Maria disse...

Excelente participação, Elaíne !
É muito bonito esse tipo de trabalho, tão necessário, de conscientização.

Aqui em S. Lourenço também tem um grupo, voluntário, que está cuidando dos cachorros encontrados nas ruas. Uma veterinária faz a castração e os voluntários se empenham em arranjar uma casa para os bichinhos.

Somente agora coloquei minha participação na Teia Ambiental, pois o dia foi corrido !
Também estou colocando a relação dos participantes.

Beijo

Zininha disse...

Sou sua fã desde sempre...

Tenho uma cadelinha que castrei, sem nenhuma dúvida tomei esta iniciativa, pensando nela em primeiro lugar...
mas por tabela, fomos todos beneficiados...

e indico, a todos que me perguntam porque deixei que tirassem dela a felicidade de ser mãe...


hoje ela é uma cadelinha feliz, cheia de vida... dócil, sem tpm, sem gravidez pscológica...e principalmente sem colocar no mundo mais filhotes...

muito oportuna sua colocação...e parabéns por seu carinho e dedicação para com os mais necessitados... um abraço...

RUTE disse...

Olá Elaine,
este mês acho que vou ficar fora da Teia, no entanto ainda tentarei postar nos próximos dias.

O que gostei mais do seu post foi o desfecho final. Além de ter aprendido bastante por aqui.

Mas a consciência, que fazemos todos parte duma imensa teia de relações, humanas e animais, é o que sobressai mais da sua participação. Tudo nos afecta e por tudo somos afectados. Bem e mal.

Cooperar é a melhor forma de atingir o equilibrio sistémico.
Beijinhos.
Rute

Denise disse...

Q trabalho legal. Atualmente em minha cidade estamos nos organizando em prol da adoção responsável, através de palestras e movimentos. Essa colocação sua sobre a inserção pessoal, as pessoas perceberem q os animais precisam ser tratados, é muito importante. Estamos buscando essa conscientização. Adorei seu texto! Muita paz!

Gisa disse...

Bela análise; com certeza o esclarecimento, o combate ao preconceito, é o melhor caminho no combate ao grande número de animais abandonados existentes em todas as cidades. É incrível como certas pessoas alegam "ter pena" de castrar seus animais, mas não em abandonar as crias indesejadas. Claro que não basta o esclarecimento, mas também oferecer a chance de castração gratuita, o que, infelizmente, não existe na mairia das cidades. Beijos

Elaine Figueira disse...

Obrigada a todos pelos comentários tão ricos, instrutivos que complementaram a postagem.

Sempre é bom lembrar que, ao se implantar um projeto tão importante como este e outras cidades, devemos considerar SEMPRE o trabalho educativo das populações em conjunto com a vigilância ambiental e colhimento dos dados e estatísticas.

Andréia Sant'Anna disse...

Oiee..,
É uma grande iniciativa essa, espero que continuem com esse bom trabalho.
Bjos e que sua semana seja iluminada!

Ah, se vc tiver Twitter e Facebook, me add lá também para a gente manter contato. Bjos

Twitter: @andreiasantana
Facebook: facebook.com/blogandreiasantana

Josy disse...

Elaine aproveito pra deixar meu comentario, eu já li seu texto, segunda feira, mas não deu tempo de deixar um comentário. Adorei s sbordagem, é muito importante as pessoas de conscientizarem sobre isso, tenho 3 cães, 3 deles adotados e todos são castrados e felizes. Amei amiga...bjokas

" ESSÊNCIA ESTELAR MAYA " disse...

Elaine querida,

Muito legal este tema.
E na "minha opinião" sou a favor da castração, pois vejo cada coisa absurda que fazem com estes bichinhos.
Então controlando os nascimentos, acredito que somente as pessoas que verdadeiramente amam os animais é que terão condições de cuidar deles.

Um grande beijo em seu coração!!!


p.s.= Gostaria de agradecer as palavras carinhosas em meu espaço.
Passei uns dias muito mal.
Quantas vezes li mensagens de fortalecimento espiritual, mas quando a coisa chegou em mim não agüentei.
Mas não me cobro por ter caído, foi um grande aprendizado para a minha Alma.....e tenho certeza que aprendi a lidar muito mais com meus sentimentos.
Obrigada pelo carinho!
Beijossssss